13 de Julho de 2022 ficou conhecido por ser o dia em que as chamas estiveram à porta da Quinta do Lago, em Almancil.
Que, para quem não sabe, é uma das zonas do país onde, graças à marca Hiscox e ao serviço associado, temos uma maior concentração de residências seguras connosco.
Nesse dia de manhã começámos a receber chamadas de vários mediadores e de clientes por vários motivos. Desde confirmar se a apólice estava em vigor, passando por atualizações de capitais, e terminando com pedidos de conselhos sobre o que fazer perante a ordem de evacuação dada em algumas partes daquele conjunto de urbanizações de luxo.
Num dia de muita angústia, a boa notícia foi que a maior parte das vivendas chegaram ao fim relativamente incólumes.
Mas existiram danos.
Se as chamas não atingiram as casas, o mesmo não se pode dizer de fagulhas, cinzas e fumo. Que afetaram, principalmente, jardins e bens ao ar livre.
Durante a gestão dos múltiplos sinistros reportados fomo-nos apercebendo que o maior causador de danos não era o fogo mas sim o infra-seguro.
Na grande maioria dos casos o capital indicado pelos clientes para, principalmente, os bens ao ar livre não era suficiente para fazer face aos danos registados. Em alguns casos, o próprio capital indicado como sendo o de todo o Recheio da vivenda era inferior ao valor de perdas ou danos declarados pelo cliente em bens ao ar livre.
Tudo isto é mais normal do que pensa. Já alguma vez se preocupou em olhar à sua volta e contabilizar todo o seu património material? Ou, melhor ainda, o dos seus filhos? O do seu parceiro? Ou mesmo o dos seus adoráveis animaizinhos de estimação?
Sabe quanto custa substituir toda a roupa que está no armário da sua filha? E a sua mulher, sabe quanto custa substituir os seus tacos de golf, não pelo preço que você diz que custaram mas pelo valor que efetivamente lhe saiu do bolso?
É nossa obrigação como clientes garantir que o capital seguro pelas nossas apólices de habitação é o correto. E é nossa obrigação como agentes do mercado segurador garantir que os nossos clientes têm os seus bens seguros por um valor adequado. E é nossa responsabilidade civil profissional se isso não acontece e eles sofrem uma perda, seja pela regra proporcional ou pela insuficiência de capital.
A poupança na sua apólice de seguro pode ser feita de muitas maneiras. Mas nunca por segurar um valor abaixo do que efetivamente tem.
Porque no momento do sinistro é normal que o cliente se sinta duplamente prejudicado: pelo evento e pela pessoa a quem confiou o seu património. Você.
Por Rui Ferraz, Diretor Comercial